AMD continua aumentando seu market share (dados do mercury research Q1/2019):
desktop
Q1/2018 12.2%
Q1/2019 17.1%
notebook
Q1/2018 8%
Q1/2019 13.1%
server
Q1/2018 1%
Q1/2019 3.2%
https://hothardware.com/news/amd-cpu-market-share-intel-zen-fueled-frontal-assault
Lembrando que 5% do server pode representar um mercado de pelo menos 1 bilhão de dólares:
https://techpinions.com/amd-could-grab-15-of-the-server-market-says-intel/53069
Sobre limitação de placa-mãe, mais informação:
Para quem não sabe TDP não é consumo de energia (demanda no pico). Fabricante usa TDP como forma amigável para entender a lista de suporte.
Para ilustrar isso vamos utilizar um exemplo extremo: i9-9900K. O TDP do i9-9900K é 95W, porém no teste da Anand o consumo full load 16 threads é de 166W.
https://www.anandtech.com/show/13400/intel-9th-gen-core-i9-9900k-i7-9700k-i5-9600k-review/21
O i9-9900K está na lista de suporte da placa-mãe B360M D3H. Mas como isso é possível ? Nesse caso o processador funciona com clock sustentado reduzido (base) para não danificar o VRM, quer dizer, com desempenho capado.
https://www.gigabyte.com/br/Motherboard/B360M-D3H-rev-10#support-cpu
Situação similar ocorre com R7 2700(X) em uma A320. Funciona mas dependendo da carga ocorre queda de clock e perda de desempenho. Fabricante faz isso em AMD/Intel. De acordo com a Anand, o boost (e clock sustentado) no Ryzen pode ser limitado por diversos fatores como:
1 - interação térmica entre núcleos vizinhos
2 - limitação do VRM para alimentar núcleo individual ou grupo de núcleos
3 - pico de energia total do chip
4 - voltage/clock individual de cada núcleo
5 - performance térmica (temperatura)
Para piorar cada fabricante tem opinião diferente do que é aceitável no teste de validação. Então usar TDP como parâmetro para avaliar consumo (e demanda no VRM) não é o melhor caminho. Se bobear VRM de algumas mobos (até B350) deve ser tão ruim que não permite nem um R5 2600X manter o clock sustentado (por longo período em full load). Pelo teste da Anand R7 2700X 12nm consome (full load 16 threads) 21,26% mais energia que o R7 1800X 14nm na mesma condição. Isso sem limite da mobo, somente o consumo dos cores não levando em conta a controladora de memória, infinity fabric e IO.
Se o clock sustentado do Zen 2 (6/8 núcleos) 7nm for altíssimo, isso vai afetar o consumo e pode limitar o suporte (como no A320). O Zen 2 tem chiplet 7nm mas o IO die (MC/IF) continua sendo 14nm. Esse conceito nós (leigos) podemos entender. Mas existem muitos outros fatores que os engenheiros devem verificar e que envolvem cálculos.
Na minha modesta opinião, não tem muito sentido utilizar um 6/8 núcleos de clock elevado em uma placa-mãe A320 capada, mas cada um é cada um. Tem fabricante que coloca suporte sabendo que o processador vai funcionar capado no clock base (ou com clock sustentado menor que o normal).
desktop
Q1/2018 12.2%
Q1/2019 17.1%
notebook
Q1/2018 8%
Q1/2019 13.1%
server
Q1/2018 1%
Q1/2019 3.2%
https://hothardware.com/news/amd-cpu-market-share-intel-zen-fueled-frontal-assault
Lembrando que 5% do server pode representar um mercado de pelo menos 1 bilhão de dólares:
https://techpinions.com/amd-could-grab-15-of-the-server-market-says-intel/53069
Sobre limitação de placa-mãe, mais informação:
Para quem não sabe TDP não é consumo de energia (demanda no pico). Fabricante usa TDP como forma amigável para entender a lista de suporte.
Para ilustrar isso vamos utilizar um exemplo extremo: i9-9900K. O TDP do i9-9900K é 95W, porém no teste da Anand o consumo full load 16 threads é de 166W.
https://www.anandtech.com/show/13400/intel-9th-gen-core-i9-9900k-i7-9700k-i5-9600k-review/21
O i9-9900K está na lista de suporte da placa-mãe B360M D3H. Mas como isso é possível ? Nesse caso o processador funciona com clock sustentado reduzido (base) para não danificar o VRM, quer dizer, com desempenho capado.
https://www.gigabyte.com/br/Motherboard/B360M-D3H-rev-10#support-cpu
Situação similar ocorre com R7 2700(X) em uma A320. Funciona mas dependendo da carga ocorre queda de clock e perda de desempenho. Fabricante faz isso em AMD/Intel. De acordo com a Anand, o boost (e clock sustentado) no Ryzen pode ser limitado por diversos fatores como:
1 - interação térmica entre núcleos vizinhos
2 - limitação do VRM para alimentar núcleo individual ou grupo de núcleos
3 - pico de energia total do chip
4 - voltage/clock individual de cada núcleo
5 - performance térmica (temperatura)
Para piorar cada fabricante tem opinião diferente do que é aceitável no teste de validação. Então usar TDP como parâmetro para avaliar consumo (e demanda no VRM) não é o melhor caminho. Se bobear VRM de algumas mobos (até B350) deve ser tão ruim que não permite nem um R5 2600X manter o clock sustentado (por longo período em full load). Pelo teste da Anand R7 2700X 12nm consome (full load 16 threads) 21,26% mais energia que o R7 1800X 14nm na mesma condição. Isso sem limite da mobo, somente o consumo dos cores não levando em conta a controladora de memória, infinity fabric e IO.
Se o clock sustentado do Zen 2 (6/8 núcleos) 7nm for altíssimo, isso vai afetar o consumo e pode limitar o suporte (como no A320). O Zen 2 tem chiplet 7nm mas o IO die (MC/IF) continua sendo 14nm. Esse conceito nós (leigos) podemos entender. Mas existem muitos outros fatores que os engenheiros devem verificar e que envolvem cálculos.
Na minha modesta opinião, não tem muito sentido utilizar um 6/8 núcleos de clock elevado em uma placa-mãe A320 capada, mas cada um é cada um. Tem fabricante que coloca suporte sabendo que o processador vai funcionar capado no clock base (ou com clock sustentado menor que o normal).
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