Com certeza ela precisa ser mais agressiva, cansei de procurar notebooks com Ryzen e só achar modelos "gamer" com um Ryzen 3 de primeira ou segunda geração a preços nada condizentes com um notebook Ryzen de entrada. A Intel domina o mercado e o mindshare, então enquanto a AMD não provar que existe, e que está melhor, nos notebooks para a massa dificilmente os fabricantes irão abraçar a linha Ryzen em uma grande gama de produtos (fora os acordos da Intel com os OEM, que dificulta ainda mais a expansão dela nos notebooks).
Quanto à Vega, bem, queria sim que o RDNA desse as caras mas não vai ser dessa vez, e tenho ideia dos motivos para tal: O sistema de hierarquia de cache do RDNA só seria possível como APU caso se colocasse uma cache dedicada à iGPU no die, caso não seria necessário uma largura de banda bastante alta, inviabilizando um bom desempenho num controlador de memória DDR4. No caso, iGPU RDNA só faz sentido quando o sistema utiliza memórias DDR5, LPDDR5 ou LPDDR4X. Com a Vega isso não é necessário, pois mesmo ávida por largura de banda essa uArch ainda funciona bem quando você limita essa largura, tanto que a grande mudança nos Renoir foi diminuir a quantidade de CUs para que cada unidade tenha acesso a mais banda, e para compensar essa redução o clock foi aumentado consideravelmente, fórmula essa que será seguida e expandida com o Cezanne e Lucienne.
Fora que os drivers para as GCN estão no ápice de otimização, ao contrário das RDNA, e como iGPU vai em CPUs usados em sistemas que dificilmente são atualizados (como OEMs e notebooks) essa estabilidade é importante. A primeira APU com RDNA será a linha VanGogh, que não se tem o nome comercial ainda, mas pela configuração (Zen2, 4 núcleos, 8 threads, CVML, 7W TDP) dá para perceber que será um chip exclusivamente LPDDR5/DDR5 e de baixo consumo, então o custo dele foi amortizado com essa simplicidade. Quando veremos ele em ação? Nenhuma informação, ainda, mas já se sabe que o sucessor do Cezanne (linha 6000U (?)) usará RDNA2.