Tenho um pós claro 10+10GB e não vejo vantagem nenhuma tanto na claro quanto na tim em relação a essas políticas de franquia "extra". Sinceramente, são 20GB de internet e 3 linhas penduradas com uso constante - todo o mês chegamos a usar em torno de 16 a 18GB (cabe perfeitamente no uso mensal sem nem pensar em Whatsapp de graça, por exemplo). Meu racíocinio para contratar um plano desses se baseia em: esse plano vai suprir o uso que eu faço em 30 dias?
O ponto onde quero chegar é que fazendo essas políticas de zerorating se molda o uso do consumidor e não acho isso vantajoso ou interessante. Penso que tu tens que assinar um plano de telefone se baseando no uso (quantidade) em que irá fazer independente do acesso/site/app porque a coisa mais chata que existe é tu sair de casa e ficar desligando 3G/4G e cuidando qual tipo de acesso vai fazer e o que vai consumir no telefone para não comer o pacote de internet.
As operadoras só aplicam zerorating porque tem uma GRAAAANDE parcela da população que ve vantagem e contrata por conta do "benefício". Se pensássemos na lógica de encaixar o plano ao nosso uso mensal (e orçamento obviamente) creio eu que inclusive teríamos franquias mais altas na internet móvel como uma reação a essa forma de pensar.
Um grupo que pensa dessa maneira e foi muito criticado quando expôs sua opinião quanto a prática do zerorating é a VIVO.
Lembrando que estou expondo uma opinião!
A questão é que então presidente da Vivo (ainda era o Amos) disse que o WhatsApp era uma operadora pirata! É porque ele queria ter exclusividade sobre o tráfego de voz, ou sobre os números em si, ou mesmos ambos. Acho que o mérito da briga tinha mais a ver com a questão de se tratar de um serviço de mensagens e voz que concorre contra eles do que com o zero rating em si! Por alguma razão a Vivo ainda resiste em liberar voz off-net nos mesmos moldes que os concorrentes, eles ainda cobram avulso no interurbano em boa parte dos planos pós e no pré então, só têm 4 opções de pacotes, que são bastante caros para a franquia que oferecem!
De qualquer forma, não deu diferença alguma pra Vivo, ela pode ser careira, mas até aqui ela continua ganhando assinante no pós numa boa. E no final das contas, ela também acabou aderindo ao zero rating para o Easy Taxi, o Waze e um outro app de mobilidade a e às franquias diferenciadas nos planos família. Aliás, a franquia diferenciada também existe no pré e no controle, só que eles são de contratação separada.
Mas por outro lado, a questão é que a Vivo não tem tanto interesse no zero rating porque chegou à conclusão que seria mais vantajoso pra ela jogar o modelo de dados patrocinados. Se ela ficar dando zero rating escrachado igual a TIM (e a Claro com o WhatsApp, embora no passado ela já tenha tido pro FB e pro Twitter), aí o sujeito vai se perguntar pra que pagar pelos dados no seu aplicativo enquanto para outros ela dá o negócio sem pedir nada em termos $.
O que é mais irônico é que hoje a TIM é, a nível nacional, a operadora com o 4G mais lento. Tem lugar que a coisa está muito feia mesmo nesse sentido. E ela ainda vai e coloca essa ciranda toda de franquia extra para streaming e zero rating. Como é que se argumenta que a franquia de dados é para proteger a capacidade das redes (especialmente na parte de acesso e backhaul) ao mesmo tempo em que se fazem essas jogadas?
----------------
Em tempo: o negócio em forma de notícia:
TIM inclui principais apps em seus pacotes para toda a base
São novos apps de comunicação, redes sociais, mobilidade e controle, além de voz ilimitada via VoIP.
http://www.telesintese.com.br/tim-inclui-principais-apps-em-seus-pacotes-para-toda-a-base/
Aí vem um detalhe interessante a respeito do zero rating para VoIP:
Para Labriola, a inclusão da VoIP ilimitada nos planos não vai representar uma canibalização das receitas de voz, que sofrem uma queda natural em função do aumento do uso dos apps de comunicação. “Há um balanço. Com a VoIP, se por um lado a chamada é livre, deixamos de pagar a receita de VUM”, afirmou, lembrando que a parceria com as OTTs não implica pagamento entre as empresas.
E o negócio vai ser estendido pro pré:
Os novos pacotes valem a partir de hoje para os usuários TIM Black e Controle e para os usuários do TIM Pré estarão disponíveis a partir do dia 15 deste mês.
Alguém chegou a uma conclusão interessante: melhor jogar o tráfego para as OTTs do que pagar VU-M pro concorrente. Por outro lado ela também perde receita de VU-M, mas imagino que a essa altura do campeonato isso já nem importa mais pra TIM. Aposto que a onda de desligamentos massivos no pré vai continuar...
Edit: tabela com os planos:
http://teletime.com.br/wp-content/uploads/2018/05/TIM_Release_Tabela_Novas_Ofertas-724x1024.jpg