TELEFÔNICA SE PREVINE CONTRA MUDANÇA NO TAC
Companhia eleva o provisionamento de R$ 400 milhões para R$ 592 milhões. O CEO Navarro, no entanto, diz acreditar que termo de ajustamento de conduta será aprovado em breve.
COMPARTILHE
RAFAEL BUCCO —
21 DE FEVEREIRO DE 2018
O CEO da Telefônica Brasil, Eduardo Navarro. (Foto: Robson Regato/Tele.Síntese)
A Telefônica Brasil aumentou em quase 50% o valor provisionado para o pagamento das multas à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) no último trimestre de 2017. A companhia ampliou de R$ 400 milhões para R$ 592 milhões o valor reservado para caso o termo de ajustamento de conduta (TAC) seja alterado.
A Anatel vem fazendo ajustes exigidos pelo Tribunal de Contas da União ao TAC. Caso não conclua o trabalho até abril, cerca de 20% da dívida com a Anatel irá prescrever. Para evitar isso, a agência poderia
retirar as multas do âmbito do TAC e cobrá-las.
Eduardo Navarro, CEO da Telefônica, disse hoje, 21, em conferência com analistas
sobre os resultados de 2017, que acredita na celeridade da aprovação do TAC, e que o provisionamento é, na verdade, um movimento “muito conservador”. Mesmo assim, caso a Anatel resolva cobrar as multas prestes a prescrever, haverá reação.
“Esperamos que o TAC seja aprovado nos próximos meses. Se não for, estimamos o pagamento de R$ 600 milhões em multas. E vamos questionar a decisão. Mas aqui na Telefônica, queremos fazer o TAC, é um instrumento positivo para nós e para a sociedade”, falou.
Segundo ele, há cenários distintos para os investimentos futuros da operadora. Com o TAC, cidades com menor potencial econômico receberiam mais aportes em conectividade. Sem o TAC, a empresa focará investimentos nos mercados mais rentáveis.
INVESTIMENTOS: O FOCO É FTTH.
O diretor de operações da companhia, Christian Gebara, falou que a Telefônica Brasil manterá o mesmo patamar de investimentos em 2018, comparado a 2017. “Vamos investir exatamente R$ 8 bilhões”, disse. O dinheiro será destinado à expansão da rede 4G e, principalmente, da rede de fibra óptica que chega direto à casa dos clientes (FTTH).
“Temos 8,4 milhoes de homes passed em FTTx. Desses, 7 milhões são FTTH, e 11,4 milhões, FTTc. Daqui pra frente, vamos fazer apenas FTTH, então o crescimento será em FTTH”, observou. A Telefônica levou fibra a 16 novas cidades ao longo de 2017.
fonte:
http://www.telesintese.com.br/telefonica-se-previne-contra-mudanca-no-tac/
LUCRO DA TELEFÔNICA SALTA 24,9% NO 4º TRI
Telefônica Brasil reduziu os investimentos no período, os quais concentrou em 4G, FTTH, FTTx e TI. Companhia terminou ano com rede LTE ativa em 2,6 mil cidades. A receita com voz continua despencando, mas ganhos com dados cresceram 25%.
COMPARTILHE
RAFAEL BUCCO —
21 DE FEVEREIRO DE 2018
Designed by Freepik
A Telefônica divulgou na manhã desta quarta-feira, 21, o resultado financeiro do quarto trimestre de 2017. A companhia teve lucro líquido de R$ 1,5 bilhão, 24,9% maior que no mesmo período de 2017. O resultado cresceu na esteira da redução do Capex, que somou R$ 2,66 bilhões, 4,8% menor que um ano antes.
Segundo a empresa, o crescimento do lucro deveu-se, principalmente, ao crescimento do EBITDA, maior montante de Juros sobre Capital Próprio declarados e à melhora no Resultado Financeiro apresentado no período.
A receita da operadora brasileira aumentou 1,5%, para R$ 11 bilhões. O serviço responsável por isso foi a telefonia móvel, cujas vendas somaram R$ 6,55 bilhõe, 3,8% a mais que no trimestre final de 2016. No fixo, a Telefônica teve perda de receita: R$ 4,18 bilhões, 2,3% menor. O EBTIDA (lucro antes de impostos, amortizações e depreciações) foi de R$ 3,76 bilhões, maior em 4%.
O consumo de dados cresceu 25% (para R$ 4,9 bilhões) e puxou a demanda pelos serviços móveis da empresa. Em compensação, o uso mais intenso dos serviços digitais reduziu em muito o consumo de voz. A receita com voz sainte caiu 34,9%, para R$ 1,3 bilhão.
No fixo, o movimento é semelhante. Caiu o consumo de voz (-14,4%), mas cresceu a demanda por banda larga (22,7%). A receita com voz, no entanto, ainda é maior: R$ 1,6 bilhão, contra R$ 1,2 bilhão da banda larga fixa.
A empresa conseguiu elevar receita média por usuários em quase todos os segmentos, exceto voz. Nesta, o ARPU foi de R$ 40,1, ante R$ 43,3 no final de 2016. Na banda larga, a ARPU foi de R$ 56,1, contra R$ 46,6. E na TV paga, de R$ 98,3, contra R$ 93,2.
2017
O resultado de hoje também mostra o desempenho do grupo ao longo de todo o ano de 2017. A Telefônica teve receita líquida de R$ 43,2 bilhões, 1,6% maior que em 2016. O EBITDA aumentou 3,3%, para R$ 14,48 bilhões. Já o lucro líquido foi de R$ 4,6 bilhões, 12,8% maior que no ano anterior. O endividamento líquido ficou em R$ 3,8 bilhões, mantendo constante a relação dívida líquida/EBITDA em 0,26.
Em 2017, a Companhia investiu R$ 7.998,3 milhões, representando 18,5% da Receita Operacional Líquida. O número é apenas R$ 5 milhões menor que em 2016, mas, segundo a empresa, em linha com a média anual da projeção de investimentos do triênio 2017-2019 de R$ 24 bilhões.
Os investimentos foram direcionados, em sua maioria, à ampliação da capacidade de rede e cobertura 4G. A empresa encerrou o ano com o LTE ativado em 2,6 mil cidades. O dinheiro também foi gasto na expansão de FTTH a novas cidades, no aumento da penetração do FTTx e em TI, no processo de digitalização na compa
FONTE:
http://www.telesintese.com.br/lucro-da-telefonica-salta-249-no-4o-tri/