Isso, eles vão utilizar o socket LGA 1200, mas existe um rumor aí que a Intel possa usar também outro socket, um tal de LGA 1159, para as CPUs com menor TDP, e o LGA 1200 ficaria reservado para os produtos "extreme" (TDP,
no clock base, de 125W...

). Caso se confirme, do meu ponto de vista será mais um prego no caixão da Intel esse ano, pois o que o mercado menos precisa agora é de mais uma fragmentação...
Eles provavelmente serão forçados a abaixar os preços, como forma de se manterem "competitivos" frente aos futuros Zen3 (fizeram o mesmo quando lançaram a nova plataforma HEDT deles,
reduzindo pela metade o preço do topo de linha deles, uma CPU com 18 cores), mas dificilmente irão conseguir diante das cartas que a AMD tem na manga e provavelmente apresentará ainda esse ano. O que mais me frusta na Intel hoje é saber que eles, em 2021 ou 2022, podem lançar uma nova arquitetura, com suporte a um novo padrão PCI-E e de memória RAM, e quem investiu ou vai investir neles esse ano pode acabar perdendo uma grana daquelas... Não que o mesmo não possa acontecer com a AMD, mas a empresa prometeu suporte, senão me falhe à memória, até 2020, e essa plataforma existe desde 2017. É justo que uma nova plataforma seja criada para acomodar novas tecnologias (como as futuras DDR5), mas torço para que a modularidade conquistada no Zen2 (chiplet die, contendo os cores, e IO die, separado dos chiplets, contendo a controladora de memória e do PCI-E) possa gerar bons frutos no futuro (vulgo, CPUs com chiplets com dies atualizados para o Zen4/5, mas mantendo o IO die compatível com DDR4 e PCI-E 3.0 e 4.0; dificilmente surgiria uma linha inteira desses produtos, mas uns 2-3 modelos, para manter a relevância do AM4 por mais alguns anos, seriam muito bem vindos).
No tocante ao gráfico integrado, há modelos por parte da Intel que não acompanham vídeo integrado, como é o caso dos modelos com final F (incluindo os variantes KF). Esses novos modelos costumam custar o mesmo que os modelos anteriores, e, pelo que me recordo, não overclockam melhor por terem essa parte do die ausente ou desativada na fábrica, então não há qualquer vantagem real em adquirir um modelo desse que não seja a falta de estoque do modelo anteriormente vendido. De fato os Ryzen não vem com vídeo integrado, mas a AMD ao menos oferece opções de APUs para esse segmento, com gráficos minimamente decentes; em breve, ela deve lançar a nova linha de APUs e eu espero que ela lance ao menos um modelo hexacore e com mais performance gráfica; se ela vender essa CPU no mesmo preço do 3400G de hoje, ou mais barato, ela vai vender feito água e eu provavelmente seria um dos compradores, se a performance de CPU for similar ao meu 3600, e se ele não tiver a restrição nas linhas PCI-E como ocorre nas atuais APUs (eles tem 16 linhas, mas apenas 8 são ligadas diretamente com uma GPU dedicada, enquanto que as demais 8 ficam conectadas diretamente na iGPU. Difícil mudar isso, mas vai que...).
OC só diminui a vida útil do equipamento se você forçar demais a mão na tensão de trabalho, ou deixar que os componentes trabalhem numa temperatura acima do considerado normal por longos períodos de tempo. Na minha máquina antiga, na assinatura, eu a utilizava com overclocking/undervolting e passei quase 10 anos com ela nessa configuração. Dentro do Windows, nunca tive um crash sequer por causa dele (depois que encontrei o ponto de equilíbrio entre tensão e frequência). Foi graças a esse overclock que obtive um pouco mais de performance e sobrevida à minha antiga plataforma, e teria feito para uma frequência maior se eu tivesse um cooler melhor e se isso não implicasse no aumento considerável no consumo elétrico. Na minha máquina atual, só não fiz OC porque, primeiro, o 3600 já trabalha com clock base quase 1 GHz a mais que meu antigo i5-750 (3600 MHz vs 2667 MHz) e, segundo, o salto de performance foi tão abismal que não senti qualquer necessidade; talvez, no futuro, eu pense sobre o assunto, mas no momento não vejo motivos para tal. No caso das memórias, eu já comprei por natureza memórias rápidas que cabiam dentro do meu orçamento, mas eu preferi, por exemplo, reduzir um pouco a frequência delas, mas tunar as latências, para obter uma performance melhor.
A questão dos chips se aplica à questão do OC e da compatibilidade também. Por exemplo, nos testes de memória que fiz nessa máquina, eu acabei realizando ajustes que, dentro do Windows, os testes de estabilidade de memória acusaram erros, mas, até que ele fosse carregado por completo, o sistema não dava sinais de que estava instável. Isso se deve às memórias que uso, Samsung B-Die, pois tentei fazer o mesmo no PC de um amigo que montei basicamente na mesma época que o meu, e, no dele, qualquer ajuste que fazia a mais e que deixava o PC instável, ele nem bootava, forçando-me a resetar a BIOS. Não sei se esse comportamento acontece com as Micron E-Die, mas mesmo que não seja o caso, o fato delas custarem bem menos já é motivo suficiente para ignorar esses percalços que, na maioria dos casos, só vai acontecer quando você tentar fazer a memória rodar fora das suas especificações de fábrica; em stock, o ato de carregar o perfil XMP da memória dificilmente acarretará problemas, independente do chip (só se ele tiver uma zica de incompatibilidade muito grande com a placa-mãe, mais especificamente, com a BIOS dela, mas apesar de ainda existirem, estão cada vez mais raros).
Os Ryzen funcionam com memórias abaixo de 3000 MHz, mas eles deixam de entregar grande parte do potencial deles. Por isso que muitos aqui, eu incluso, recomendamos a compra de memórias DDR4-3000 pelo menos, pois hoje não há mais aquela diferença de preço absurda entre os modelos de 2667 e 3000 MHz. No tocante à placa-mãe, diferentemente do que ocorre com a Intel, você não precisa de uma placa-mãe com chipset topo de linha para fazer as memórias rodarem a 3000 MHz, por exemplo; até uma A320, desde que bem construída (em hardware e software), consegue fazer OC na RAM ou trabalhar com o XMP da mesma. Placa-mãe topo de linha, pra RAM, só serve no caso de overclocking extremo, acima dos 3600 MHz, mas para frequências mais "modestas", uma B350/450 dá conta perfeitamente (para exemplificar, consegui colocar as minhas memórias numa B450 Pro4 do meu amigo a 3200 MHz de forma muito fácil, bastando alterar o multiplicador de 2400 MHz, o padrão que a BIOS configurou, para 3200 MHz; salvei a alteração, voltei pro Windows, testei e vi que estava tudo OK. Tentei por mais que isso e consegui chegar em 3300 MHz ou um pouco mais, mas não consegui estabilidade muito acima disso por limitação do IMC do Ryzen que usava, um 3200G, que ainda usa núcleo Zen+; já no meu 3600, consegui rodar minhas memórias com o XMP dela, exceto o tCL que teve que subir de 17 para 18).
Por mais que sua fonte venha funcionando bem, o que me preocupa é que, ao menos do ponto de vista da GPU, você pretende colocar algo que demanda uma boa quantidade de energia para funcionar, e como a proteção contra sobrecorrente dela é bem apertada, existe a possibilidade dela desarmar quando o PC estiver em full stress. Se você fosse pegar uma 1660 Super ou uma futura RX 5600 XT, não haveria muito com o que se preocupar, mas tanto a 2060 Super como a 2070 Super tem consumo de pico de, respectivamente, 192W e 220W; seria basicamente metade da potência da fonte somente pra dar conta da VGA, fonte essa que já tem certa idade e talvez não esteja conseguindo mais entregar a potência rotulada... Enfim, considerando que ela tenha todas as proteções ativas e funcionais, o único problema grave que você poderia ter seria da fonte arregar em full load, o que te forçaria reduzir temporariamente a performance da placa com undervolting/underclocking, ou a comprar uma nova fonte que consiga entregar a energia necessária que essas placas demandam, caso você não queira abrir mão da performance que ela pode te entregar.
Já no caso do consumo de energia, acho que o gráfico pode falar mais do que palavras:
Percebeu que o meu 3600 consumiu menos energia que o 7700K, um quadcore de 2017? e que o 3700X consumiu menos energia que o 8700K, mesmo tendo 2 núcleos a mais? Pois é, esse é o poder dos 7 nm, que a Intel queria ter, mas ainda está "under development"
Placa-mãe no momento está meio complicado porque aparentemente as ofertas abaixo de R$ 600 que eram consideradas boas meio que sumiram devido à alta demanda. Uma das mais queridinhas aqui no fórum é a
Asrock B450M Steel Legend, mas a
B450M Pro4, da mesma empresa, juntamente com a
Fatal1ty B450 Gaming K4 (uma junção da Pro4 com a Steel Legend), são boas opções e ambas tem VRM melhor que a Steel Legend no sentido de aguentar um 3900X sem necessitar de refrigeração ativa sobre os MOSFETs (a Steel Legend precisará de um ventinho extra nessa região se você quiser evitar que o VRM ultrapasse os 100°C). Não vou garantir preço porque não tenho pesquisado muito, mas acho que, se ainda estiverem em estoque em algum lugar, devem estar custando acima dos R$ 600. De cabeça, não tenho opções de outras marcas, pois a maioria delas acaba saindo mais caro que os modelos da Asrock, sendo que algumas chegam a custar o mesmo que certos modelos X570 de entrada, o que com certeza me faria optar por uma placa com esse chipset devido a melhor construção do VRM e um melhor feature set...
No caso da frequência de memória, eu recomendo pegar no mínimo 3000 MHz, mais precisamente desse modelo aqui:
Comparada à memória DDR4 padrão, o objetivo da Ballistix Sport é exatamente esse. Ganhe mais velocidade e use aplicativos pesados sem dor de cabeça.
www.kabum.com.br
É garantido de virem com chips Micron E-Die, que overclockam bem, mas custam menos que as suas "irmãs" Samsung B-Die. Você até pode ter ganhos acima disso, mas o vídeo abaixo mostra que, na grande maioria dos casos, o salto não é tão expressivo que justifique pagar a diferença:
Falouws