Para quem assistiu a live do Adrenaline, o Heiss soltou uns detalhes importantes, inclusive uma luz sobre o SAM (Smart Access Memory):
- [06m22s] O InfinityFabric do Zen3 é uma versão diferente, nova, mais dinâmica, rápida e que possibilita um acesso misto.
- [28m14s] Como tando o CPU quanto o GPU usam a mesma versão do IF, será possível permitir que um acesse a informação do outro, através do PCIe 4.0.
- [30m10s] A forma de comunicação do SAM depende da nova versão do IF, e por isso só poderá funcionar a partir do Zen3 com RDNA2.
- [33m20s] O ganho de desempenho do SAM dependerá do AGESA, logo versões novas de BIOS entregarão mais desempenho.
- [49m15s] O RDNA2 é uma arquitetura praticamente nova, e portanto o driver é novo do zero, logo promessa de algo estável.
Ou seja, creio que chegou a resposta aos que perguntavam
"por que não funciona no Zen2?". O interessante é que esse método de redimensionar o BAR não é exclusivo, o Linux mesmo permite que o CPU acesse toda a VRAM de uma placa, de forma agnóstica para ambos, mas é preciso que o programador coloque o dedo no código para tal, e que a placa-mãe permita essa comunicação (muitas não possuem essa opção em suas placas para consumidores comum). Só para lembrar, o SAM só vai funcionar em Zen3 com RDNA2 em uma chipset com PCIe 4.0 (X570 e B550, oficialmente).
Por fim, o que a AMD está fazendo é trazer isso para seus produtos mais novos de uma forma mais otimizada e em um protocolo próprio, algo como o que a NVIDIA faz com o NVLINK nos servidores POWER. Por fim, segundo o Heiss, essa nova versão do IF permitirá uma gama de opções e otimizações enorme, o SAM é apenas a ponta do iceberg, e ele não dependerá do desenvolvedor ou do driver para entregar mais desempenho (mas os DEVs podem facilitar esse acesso, otimizar o código para agilizar esse acesso).