De ontem.
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Ficou mto boa.
De ontem.
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E eu troquei meu Nexus 6p em um oneplus 3 e fiz um belo downgrade na câmera :/
Gostei dessa do estacionamento, imagem limpa, mesmo com pouca luz.
Gostei dessa do estacionamento, imagem limpa, mesmo com pouca luz.
A diferença que um iso faz.
Primeira foto com iso em 100 e exposição de 15 segundos
Segunda foto com iso 50 exposição de 15 segundos
Venho acompanhando o tópico há um tempo e tenho curtido bastante, da pra aprender um bocado. Porém tenho umas dúvidas ainda:
No modo manual, quais opções geralmente são alteradas com frequência? Em outras palavras, o que vocês alteram quando estao no modo manual?
Outra coisa também, é melhor tirar fotos em 16:9 ou 4:3? Quando comprei o celular veio em 16:9, 11.9MP, aí eu aumentei pra 16MP achando que melhoraria a foto (iniciante mesmo) mas depois pensei se não seria melhor deixar no 11.9MP mesmo.
Meu celular é um Moto Z Play, comparando com as imagens desse post, é inferior, mas dá pra tirar umas boas fotos nas condições certas. Valeu
A primeira pergunta é bem simples de responder: Use sempre a maior resolução disponível na sua câmera ou smartphone.
A maior resolução disponível sempre será aquela que ocupará todos os pixels do sensor independentemente deste ter 4x3, 16x9 ou qualquer outra razão de aspecto.
Quando você seleciona uma razão de aspecto diferente da nativa do seu aparelho, o que acontecerá é um corte, ou "crop" dos demais pixels do sensor que não serão utilizados. Sendo assim, você perderá parte da imagem.
Acho que com uma ilustração ficará mais fácil de entender:
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Imaginemos que seu celular tenha um sensor de 16MP e tenha um aspect ratio nativo de 4x3 (que é exatamente o caso do Moto Z Play). Nesse caso, o seu sensor seria representado pelo quadrado preto acima, que tem uma razão de aspecto 4x3. Quando você selecionar qualquer razão diferente desta, o que o software da câmera fará é simplesmente ignorar parte dos pixels para que ela possa produzir imagens nesse novo aspecto de 16x9, por exemplo.
Como é impossível que o sensor fique "maior" a única solução que o celular tem é cortar parte dos pixels e "fingir" que a nova imagem é uma imagem nativa 16x9, quando, na verdade ela é uma imagem 4x3 recortada.
No exemplo acima, quando o celular reduz seu aspecto de 4x3 para 16x9, perde-se aproximadamente 25% de área útil do sensor, pois aquela região "azul" simplesmente será ignorada.
Agora a pergunta que não quer calar: mas se ao reduzirmos o aspecto, estamos "perdendo" imagem, porque diabos isso existe?
Hoje em dia, essa mudança de aspecto não faz muito sentido, pois é de imensa simplicidade instalar um editor de imagens no seu PC ou celular e fazer o recorte da imagem usando o aspect ratio que você bem entender. Entretanto, imagine que há 10 ou 15 anos, quando as primeiras câmeras digitais começaram a aparecer, fazer um recorte de imagem poderia ser uma tarefa bem complicada, e por isso os fabricantes passaram a incluir esse recurso que hoje em dia é mais um resquício evolutivo do que um recurso de utilidade.
========================================================================
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Ok, agora a segunda pergunta é bem mais complexa e a resposta para ela daria um curso de fotografia de pelo menos uns 2 anos.
Tirar fotos no modo "full manual" é algo que nem ao menos exímios fotógrafos profissionais utilizam no seu dia a dia, pois são variáveis demais dentro da mesma equação e geralmente não se tem o luxo do tempo a perder de vista quando uma foto precisa ser tirada.
Em um modo full manual você teria que ajustar: ISO ou sensibilidade, abertura do diafragma, tempo de exposição, balanço de branco, foco e talvez compensação de exposição.
Sem chance de uma pessoa conseguir ajustar todos esses parâmetros manualmente e ainda assim pegar o pássaro antes dele bater asas.
Dessa forma, em câmeras um pouquinho melhores e notadamente nas DSLR há dois modos, chamados "Apperture Priority" ou Prioridade de Abertura e "Shutter Priority" ou Prioridade de Exposição que geralmente esses fotógrafos usam. No primeiro modo, ou de Prioridade de Abertura, o fotógrafo ajustará manualmente a Abertura do diafragma e a câmera ajustará automaticamente o tempo de exposição. Já no modo Prioridade de Exposição, o fotógrafo ajustará manualmente o tempo de exposição e a câmera ajustará automaticamente o tamanho da abertura do diafragma.
Cada um desses modos tem sua utilidade. Geralmente fotógrafos usam, por exemplo, Prioridade de Abertura quando eles querem mais controle sobre a Profundidade de Campo, ou "Depth of Field", que é aquele desfocado do fundo para ressaltar o objeto a frente. Já quando a intenção é controlar a quantidade de movimento a ser incorporada em uma foto, como em uma corrida de carros, por exemplo, usa-se Prioridade de Exposição.
Dessa forma, nota-se que mesmo fotógrafos com anos e anos de experiência quase nunca usam suas câmeras no modo totalmente manual. Imaginem nós, então, reles mortais, com nossos telefones de 500 dólares!
Outro fator importantíssimo em fotografia - ainda muito mais importante do que a compreensão dos modos manuais de uma câmera - é entender regras básicas que podem melhorar em muito nossas fotos. Essas regras são chamadas regras de composição. Elas são basicamente 10, mas dependendo do autor esse número pode variar um pouco.
Acredito que se você quiser realmente compreender fotografia deveria começar por essas regras. Esse é um guia muito prático disponível na internet que inclusive utiliza fotos e informações compiladas de tantos outros sites. Infelizmente ele não coloca a fonte do material, mas ainda assim acho que está valendo ==> http://arte-digital.org/fotografia/composicao.pdf
Se você passar a se ater a essas regras simples, você verá como suas fotografias melhorarão imensamente.
Caso queira ler mais alguma coisa sobre o assunto, esses links também são interessantes:
Em português:
http://www.hypeness.com.br/2015/03/9-regras-simples-de-melhorar-suas-fotos/
http://www.cameraneon.com/tecnicas/composicao-na-fotografia/
Em inglês:
http://petapixel.com/2016/09/14/20-composition-techniques-will-improve-photos/
http://www.photographymad.com/pages/view/10-top-photography-composition-rules
http://www.nikonusa.com/en/learn-and-explore/article/h7dfrceh/5-easy-composition-guidelines.html
Agora para aventurar-se no modo manual do seu celular, há também algumas dicas simples que podem ajudar-lhe imensamente.
O maior inimigo dos sensores dos celulares é a bendita sensibilidade. Enquanto uma DLSR de boa qualidade pode tranquilamente passar de 6000 em ISO, o mais sofisticado celular atual já começar a sofrer enormemente com quaisquer valores acima de 1000. Como regra prática, se perceber que o ISO está na casa dos 1000, entre no modo manual e baixe-o para valores mais aceitáveis (800, 600 ou menos) e você terá uma boa redução na quantidade de artefatos. Lembre-se que o ISO deve ser sempre o menor possível para você ter a menor quantidade possível de artefatos em sua imagem. Situações em que o celular acerta o ISO para 1000 ou mais são ambientes muito escuros, que talvez estejam até fora do que essa câmera consiga produzir.
Observe a degradação da imagem quando passamos do ISO 100 para 6400 em uma DSLR:
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Em uma situação como essa, por exemplo, em que o modo automático esteja escolhendo um ISO muito alto, talvez você consiga uma boa foto simplesmente limitando esse parâmetro.
Entretanto, se depois de escolher o ISO, a sua imagem tornar-se demasiadamente escura, talvez você precise trabalhar com o tempo de abertura.
Caso não queira trabalhar com o tempo de abertura, você pode também trabalhar com a compensação de abertura que adicionará +/-0,1 segundos ao tempo de abertura, podendo chegar até +/-2 segundos.
Se você estiver satisfeito com a quantidade de ruído da foto, pronto, trabalho concluído. Entretanto, caso a quantidade de artefatos tenha ficado muito alta, tente reduzir mais um pouco o ISO e aumentar um pouco mais o tempo de exposição.
Exceto nas condições citadas acima quando a luminosidade for muito reduzida, haverá poucas outras situações em que você precisará utilizar o modo manual do seu celular.
Talvez você possa usá-lo para alterar o balanço de branco para criar um efeito mais artístico em suas fotos ou tentar corrigir alguma distorção cromática.
A maior limitação dos celulares é o fato destes possuírem um tamanho de abertura fixo. Se você comprar um celular cuja câmera possua abertura f/2 ou f/1.8 ou até mesmo f/1.7, essa será a sua abertura para todo o sempre. Em boas câmeras point and shoot e DSLR esse valor é variável e com ele você pode criar situações incríveis. Já nos celulares, como temos aberturas fixas, podemos apenas "brincar" com ISO, Tempo de Exposição, Foco e Balanço de Branco. Com a parte mais interessante não dá para se divertir.
Mas então, como "bricar" como isso tudo, você deve perguntar, não é mesmo?
E a resposta é: "depende".
Você pode seguir um fluxo mais "orgânico" e configurar cada um desses parâmetros na sequência que eles aparecem, por exemplo, modificando-os segundo a sua importância:
-Primeiramente você configura o foco: "Macro" ou "Infinito"?
-Depois acerta a coloração que gostaria de dar para sua cena.
-Em terceiro lugar determina quanto gostaria de expor sua foto. (Entenda que qualquer valor acima de 1/10 segundo borrará a sua foto caso haja movimento).
-Em quarto lugar acerte a sensibilidade do sensor. (Depois disso pode ser necessário voltar e acertar novamente o tempo de exposição).
A compensação de exposição provavelmente ficará bloqueada quando você alterar o tempo de exposição.
Caso não queria lidar com o tempo de exposição, deixe-o no automático e altere apenas a compensação de exposição.
Outra forma de lidar com essas configurações é acertar a sensibilidade para um mínimo necessário e compensar com a abertura.
Vou dar dois exemplos do que eu disse:
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Veja que na primeira situação o celular queria fixar o ISO em 1250, que é um valor alto demais para esse sensor. Sendo assim, manualmente, ele foi alterado para 500, que além de reduzir em muito o nível de ruídos, também deixou a foto muito mais próxima da realidade.
Nessa foto, apenas alterei o ISO e nada mais. Note que o tempo de exposição está em 1/4 de segundo que é muito alto para fotos com objetos em movimento. Para objetos em movimento moderado (uma bicicleta se deslocando, por exemplo) o tempo de exposição deveria estar entre 1/50 e 1/100, mas com essa péssima iluminação o ISO deveria estar acima de 3000 e, para celulares, isso é impossível.
Lembre-se que em situações de boa luminosidade, é possível que o modo automático consiga configurar tudo muito mais eficientemente que nós e talvez nada disso seja necessário.
Algo também interessante que temos nos telefones é a trava de foco automático e exposição. Imaginemos que você queira medir a luminosidade de uma região da sua foto, e "transferir" essa luminosidade para outra área e queira utilizar essa luminosidade sem que o foco seja recalculado. Para tal, você clica sobre a área que gostaria de medir a luminosidade. Isso medirá a luminosidade daquela região e focará na mesma. Depois, você precisa dar um clique longo naquela mesma região para travar aquele foco e a fotometria que você poderá transferir para outra área.
No S7 Edge a tela fica assim:
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Caso você dê esse clique longo sobre a tela no modo Manual, algo ainda mais interessante acontece: você poderá focar em uma região e utilizar a fotometria de uma outra. Dessa forma a trava de exposição e foco tornam-se independentes como na foto abaixo:
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Na situação acima a fotometria está sendo calculada baseada na latinha de chocolate, mas o foco está sendo dado na caixa do celular. Acredito que o Z Play deva ter algo assim também.
Bem, meu intuito foi elucidar algumas ideias que pudessem dar-lhe um ponto de partida na questão da fotografia. Espero que tenha ajudado um pouquinho.
É isso aí.
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Quintal de casa (dng) by lucas silva, no Flickr
Quintal de casa by lucas silva, no FlickrNão li [ainda] mas curti pela sua disposição e esforço, e conhecimento tbm néA primeira pergunta é bem simples de responder: Use sempre a maior resolução disponível na sua câmera ou smartphone.
A maior resolução disponível sempre será aquela que ocupará todos os pixels do sensor independentemente deste ter 4x3, 16x9 ou qualquer outra razão de aspecto.
Quando você seleciona uma razão de aspecto diferente da nativa do seu aparelho, o que acontecerá é um corte, ou "crop" dos demais pixels do sensor que não serão utilizados. Sendo assim, você perderá parte da imagem.
Acho que com uma ilustração ficará mais fácil de entender:
![]()
Imaginemos que seu celular tenha um sensor de 16MP e tenha um aspect ratio nativo de 4x3 (que é exatamente o caso do Moto Z Play). Nesse caso, o seu sensor seria representado pelo quadrado preto acima, que tem uma razão de aspecto 4x3. Quando você selecionar qualquer razão diferente desta, o que o software da câmera fará é simplesmente ignorar parte dos pixels para que ela possa produzir imagens nesse novo aspecto de 16x9, por exemplo.
Como é impossível que o sensor fique "maior" a única solução que o celular tem é cortar parte dos pixels e "fingir" que a nova imagem é uma imagem nativa 16x9, quando, na verdade ela é uma imagem 4x3 recortada.
No exemplo acima, quando o celular reduz seu aspecto de 4x3 para 16x9, perde-se aproximadamente 25% de área útil do sensor, pois aquela região "azul" simplesmente será ignorada.
Agora a pergunta que não quer calar: mas se ao reduzirmos o aspecto, estamos "perdendo" imagem, porque diabos isso existe?
Hoje em dia, essa mudança de aspecto não faz muito sentido, pois é de imensa simplicidade instalar um editor de imagens no seu PC ou celular e fazer o recorte da imagem usando o aspect ratio que você bem entender. Entretanto, imagine que há 10 ou 15 anos, quando as primeiras câmeras digitais começaram a aparecer, fazer um recorte de imagem poderia ser uma tarefa bem complicada, e por isso os fabricantes passaram a incluir esse recurso que hoje em dia é mais um resquício evolutivo do que um recurso de utilidade.
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Ok, agora a segunda pergunta é bem mais complexa e a resposta para ela daria um curso de fotografia de pelo menos uns 2 anos.
Tirar fotos no modo "full manual" é algo que nem ao menos exímios fotógrafos profissionais utilizam no seu dia a dia, pois são variáveis demais dentro da mesma equação e geralmente não se tem o luxo do tempo a perder de vista quando uma foto precisa ser tirada.
Em um modo full manual você teria que ajustar: ISO ou sensibilidade, abertura do diafragma, tempo de exposição, balanço de branco, foco e talvez compensação de exposição.
Sem chance de uma pessoa conseguir ajustar todos esses parâmetros manualmente e ainda assim pegar o pássaro antes dele bater asas.
Dessa forma, em câmeras um pouquinho melhores e notadamente nas DSLR há dois modos, chamados "Apperture Priority" ou Prioridade de Abertura e "Shutter Priority" ou Prioridade de Exposição que geralmente esses fotógrafos usam. No primeiro modo, ou de Prioridade de Abertura, o fotógrafo ajustará manualmente a Abertura do diafragma e a câmera ajustará automaticamente o tempo de exposição. Já no modo Prioridade de Exposição, o fotógrafo ajustará manualmente o tempo de exposição e a câmera ajustará automaticamente o tamanho da abertura do diafragma.
Cada um desses modos tem sua utilidade. Geralmente fotógrafos usam, por exemplo, Prioridade de Abertura quando eles querem mais controle sobre a Profundidade de Campo, ou "Depth of Field", que é aquele desfocado do fundo para ressaltar o objeto a frente. Já quando a intenção é controlar a quantidade de movimento a ser incorporada em uma foto, como em uma corrida de carros, por exemplo, usa-se Prioridade de Exposição.
Dessa forma, nota-se que mesmo fotógrafos com anos e anos de experiência quase nunca usam suas câmeras no modo totalmente manual. Imaginem nós, então, reles mortais, com nossos telefones de 500 dólares!
Outro fator importantíssimo em fotografia - ainda muito mais importante do que a compreensão dos modos manuais de uma câmera - é entender regras básicas que podem melhorar em muito nossas fotos. Essas regras são chamadas regras de composição. Elas são basicamente 10, mas dependendo do autor esse número pode variar um pouco.
Acredito que se você quiser realmente compreender fotografia deveria começar por essas regras. Esse é um guia muito prático disponível na internet que inclusive utiliza fotos e informações compiladas de tantos outros sites. Infelizmente ele não coloca a fonte do material, mas ainda assim acho que está valendo ==> http://arte-digital.org/fotografia/composicao.pdf
Se você passar a se ater a essas regras simples, você verá como suas fotografias melhorarão imensamente.
Caso queira ler mais alguma coisa sobre o assunto, esses links também são interessantes:
Em português:
http://www.hypeness.com.br/2015/03/9-regras-simples-de-melhorar-suas-fotos/
http://www.cameraneon.com/tecnicas/composicao-na-fotografia/
Em inglês:
http://petapixel.com/2016/09/14/20-composition-techniques-will-improve-photos/
http://www.photographymad.com/pages/view/10-top-photography-composition-rules
http://www.nikonusa.com/en/learn-and-explore/article/h7dfrceh/5-easy-composition-guidelines.html
Agora para aventurar-se no modo manual do seu celular, há também algumas dicas simples que podem ajudar-lhe imensamente.
O maior inimigo dos sensores dos celulares é a bendita sensibilidade. Enquanto uma DLSR de boa qualidade pode tranquilamente passar de 6000 em ISO, o mais sofisticado celular atual já começar a sofrer enormemente com quaisquer valores acima de 1000. Como regra prática, se perceber que o ISO está na casa dos 1000, entre no modo manual e baixe-o para valores mais aceitáveis (800, 600 ou menos) e você terá uma boa redução na quantidade de artefatos. Lembre-se que o ISO deve ser sempre o menor possível para você ter a menor quantidade possível de artefatos em sua imagem. Situações em que o celular acerta o ISO para 1000 ou mais são ambientes muito escuros, que talvez estejam até fora do que essa câmera consiga produzir.
Observe a degradação da imagem quando passamos do ISO 100 para 6400 em uma DSLR:
![]()
Em uma situação como essa, por exemplo, em que o modo automático esteja escolhendo um ISO muito alto, talvez você consiga uma boa foto simplesmente limitando esse parâmetro.
Entretanto, se depois de escolher o ISO, a sua imagem tornar-se demasiadamente escura, talvez você precise trabalhar com o tempo de abertura.
Caso não queira trabalhar com o tempo de abertura, você pode também trabalhar com a compensação de abertura que adicionará +/-0,1 eV (Exposure Value ou Valor de Exposição) ao tempo de abertura, podendo chegar até +/-2 eV. Quanto maior o eV adicionado, mais clara ficará a imagem e vice versa.
Se você estiver satisfeito com a quantidade de ruído da foto, pronto, trabalho concluído. Entretanto, caso a quantidade de artefatos tenha ficado muito alta, tente reduzir mais um pouco o ISO e aumentar um pouco mais o tempo de exposição.
Exceto nas condições citadas acima quando a luminosidade for muito reduzida, haverá poucas outras situações em que você precisará utilizar o modo manual do seu celular.
Talvez você possa usá-lo para alterar o balanço de branco para criar um efeito mais artístico em suas fotos ou tentar corrigir alguma distorção cromática.
A maior limitação dos celulares é o fato destes possuírem um tamanho de abertura fixo. Se você comprar um celular cuja câmera possua abertura f/2 ou f/1.8 ou até mesmo f/1.7, essa será a sua abertura para todo o sempre. Em boas câmeras point and shoot e DSLR esse valor é variável e com ele você pode criar situações incríveis. Já nos celulares, como temos aberturas fixas, podemos apenas "brincar" com ISO, Tempo de Exposição, Foco e Balanço de Branco. Com a parte mais interessante não dá para se divertir.
Mas então, como "bricar" como isso tudo, você deve perguntar, não é mesmo?
E a resposta é: "depende".
Você pode seguir um fluxo mais "orgânico" e configurar cada um desses parâmetros na sequência que eles aparecem, por exemplo, modificando-os segundo a sua importância:
-Primeiramente você configura o foco: "Macro" ou "Infinito"?
-Depois acerta a coloração que gostaria de dar para sua cena.
-Em terceiro lugar determina quanto gostaria de expor sua foto. (Entenda que qualquer valor acima de 1/10 segundo borrará a sua foto caso haja movimento).
-Em quarto lugar acerte a sensibilidade do sensor. (Depois disso pode ser necessário voltar e acertar novamente o tempo de exposição).
A compensação de exposição provavelmente ficará bloqueada quando você alterar o tempo de exposição.
Caso não queira lidar com o tempo de exposição, deixe-o no automático e altere apenas a compensação de exposição.
Outra forma de lidar com essas configurações é acertar a sensibilidade para um mínimo necessário e compensar com a abertura.
Vou dar dois exemplos do que eu disse:
![]()
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Veja que na primeira situação o celular queria fixar o ISO em 1250, que é um valor alto demais para esse sensor. Sendo assim, manualmente, ele foi alterado para 500, que além de reduzir em muito o nível de ruídos, também deixou a foto muito mais próxima da realidade.
Nessa foto, apenas alterei o ISO e nada mais. Note que o tempo de exposição está em 1/4 de segundo que é muito alto para fotos com objetos em movimento. Para objetos em movimento moderado (uma bicicleta se deslocando, por exemplo) o tempo de exposição deveria estar entre 1/50 e 1/100, mas com essa péssima iluminação o ISO deveria estar acima de 3000 e, para celulares, isso é impossível.
Lembre-se que em situações de boa luminosidade, é possível que o modo automático consiga configurar tudo muito mais eficientemente que nós e talvez nada disso seja necessário.
Algo também interessante que temos nos telefones é a trava de foco automático e exposição. Imaginemos que você queira medir a luminosidade de uma região da sua foto, e "transferir" essa luminosidade para outra área e queira utilizar essa luminosidade sem que o foco seja recalculado. Para tal, você clica sobre a área que gostaria de medir a luminosidade. Isso medirá a luminosidade daquela região e focará na mesma. Depois, você precisa dar um clique longo naquela mesma região para travar aquele foco e a fotometria que você poderá transferir para outra área.
No S7 Edge a tela fica assim:
![]()
Caso você dê esse clique longo sobre a tela no modo Manual, algo ainda mais interessante acontece: você poderá focar em uma região e utilizar a fotometria de uma outra. Dessa forma a trava de exposição e foco tornam-se independentes como na foto abaixo:
![]()
Na situação acima a fotometria está sendo calculada baseada na latinha de chocolate, mas o foco está sendo dado na caixa do celular. Acredito que o Z Play deva ter algo assim também.
Bem, meu intuito foi elucidar algumas ideias que pudessem dar-lhe um ponto de partida na questão da fotografia. Espero que tenha ajudado um pouquinho.
É isso aí.
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Nossa, obrigadão pela explicação, salvei todos os links pra ver depois. Pelo visto vou ficar bem mais limitado, a câmera do S7 está anos luz à frente dos Moto.
Valeu de novo. Vou continuar acompanhando o tópico.
Já tô pondo em prática esses aprendizados, tirei essas fotos hoje mais cedo:
Temos um pouco de progresso.
A primeira pergunta é bem simples de responder: Use sempre a maior resolução disponível na sua câmera ou smartphone.
A maior resolução disponível sempre será aquela que ocupará todos os pixels do sensor independentemente deste ter 4x3, 16x9 ou qualquer outra razão de aspecto.
Quando você seleciona uma razão de aspecto diferente da nativa do seu aparelho, o que acontecerá é um corte, ou "crop" dos demais pixels do sensor que não serão utilizados. Sendo assim, você perderá parte da imagem.
Acho que com uma ilustração ficará mais fácil de entender:
![]()
Imaginemos que seu celular tenha um sensor de 16MP e tenha um aspect ratio nativo de 4x3 (que é exatamente o caso do Moto Z Play). Nesse caso, o seu sensor seria representado pelo quadrado preto acima, que tem uma razão de aspecto 4x3. Quando você selecionar qualquer razão diferente desta, o que o software da câmera fará é simplesmente ignorar parte dos pixels para que ela possa produzir imagens nesse novo aspecto de 16x9, por exemplo.
Como é impossível que o sensor fique "maior" a única solução que o celular tem é cortar parte dos pixels e "fingir" que a nova imagem é uma imagem nativa 16x9, quando, na verdade ela é uma imagem 4x3 recortada.
No exemplo acima, quando o celular reduz seu aspecto de 4x3 para 16x9, perde-se aproximadamente 25% de área útil do sensor, pois aquela região "azul" simplesmente será ignorada.
Agora a pergunta que não quer calar: mas se ao reduzirmos o aspecto, estamos "perdendo" imagem, porque diabos isso existe?
Hoje em dia, essa mudança de aspecto não faz muito sentido, pois é de imensa simplicidade instalar um editor de imagens no seu PC ou celular e fazer o recorte da imagem usando o aspect ratio que você bem entender. Entretanto, imagine que há 10 ou 15 anos, quando as primeiras câmeras digitais começaram a aparecer, fazer um recorte de imagem poderia ser uma tarefa bem complicada, e por isso os fabricantes passaram a incluir esse recurso que hoje em dia é mais um resquício evolutivo do que um recurso de utilidade.
========================================================================
========================================================================
Ok, agora a segunda pergunta é bem mais complexa e a resposta para ela daria um curso de fotografia de pelo menos uns 2 anos.
Tirar fotos no modo "full manual" é algo que nem ao menos exímios fotógrafos profissionais utilizam no seu dia a dia, pois são variáveis demais dentro da mesma equação e geralmente não se tem o luxo do tempo a perder de vista quando uma foto precisa ser tirada.
Em um modo full manual você teria que ajustar: ISO ou sensibilidade, abertura do diafragma, tempo de exposição, balanço de branco, foco e talvez compensação de exposição.
Sem chance de uma pessoa conseguir ajustar todos esses parâmetros manualmente e ainda assim pegar o pássaro antes dele bater asas.
Dessa forma, em câmeras um pouquinho melhores e notadamente nas DSLR há dois modos, chamados "Apperture Priority" ou Prioridade de Abertura e "Shutter Priority" ou Prioridade de Exposição que geralmente esses fotógrafos usam. No primeiro modo, ou de Prioridade de Abertura, o fotógrafo ajustará manualmente a Abertura do diafragma e a câmera ajustará automaticamente o tempo de exposição. Já no modo Prioridade de Exposição, o fotógrafo ajustará manualmente o tempo de exposição e a câmera ajustará automaticamente o tamanho da abertura do diafragma.
Cada um desses modos tem sua utilidade. Geralmente fotógrafos usam, por exemplo, Prioridade de Abertura quando eles querem mais controle sobre a Profundidade de Campo, ou "Depth of Field", que é aquele desfocado do fundo para ressaltar o objeto a frente. Já quando a intenção é controlar a quantidade de movimento a ser incorporada em uma foto, como em uma corrida de carros, por exemplo, usa-se Prioridade de Exposição.
Dessa forma, nota-se que mesmo fotógrafos com anos e anos de experiência quase nunca usam suas câmeras no modo totalmente manual. Imaginem nós, então, reles mortais, com nossos telefones de 500 dólares!
Outro fator importantíssimo em fotografia - ainda muito mais importante do que a compreensão dos modos manuais de uma câmera - é entender regras básicas que podem melhorar em muito nossas fotos. Essas regras são chamadas regras de composição. Elas são basicamente 10, mas dependendo do autor esse número pode variar um pouco.
Acredito que se você quiser realmente compreender fotografia deveria começar por essas regras. Esse é um guia muito prático disponível na internet que inclusive utiliza fotos e informações compiladas de tantos outros sites. Infelizmente ele não coloca a fonte do material, mas ainda assim acho que está valendo ==> http://arte-digital.org/fotografia/composicao.pdf
Se você passar a se ater a essas regras simples, você verá como suas fotografias melhorarão imensamente.
Caso queira ler mais alguma coisa sobre o assunto, esses links também são interessantes:
Em português:
http://www.hypeness.com.br/2015/03/9-regras-simples-de-melhorar-suas-fotos/
http://www.cameraneon.com/tecnicas/composicao-na-fotografia/
Em inglês:
http://petapixel.com/2016/09/14/20-composition-techniques-will-improve-photos/
http://www.photographymad.com/pages/view/10-top-photography-composition-rules
http://www.nikonusa.com/en/learn-and-explore/article/h7dfrceh/5-easy-composition-guidelines.html
Agora para aventurar-se no modo manual do seu celular, há também algumas dicas simples que podem ajudar-lhe imensamente.
O maior inimigo dos sensores dos celulares é a bendita sensibilidade. Enquanto uma DLSR de boa qualidade pode tranquilamente passar de 6000 em ISO, o mais sofisticado celular atual já começar a sofrer enormemente com quaisquer valores acima de 1000. Como regra prática, se perceber que o ISO está na casa dos 1000, entre no modo manual e baixe-o para valores mais aceitáveis (800, 600 ou menos) e você terá uma boa redução na quantidade de artefatos. Lembre-se que o ISO deve ser sempre o menor possível para você ter a menor quantidade possível de artefatos em sua imagem. Situações em que o celular acerta o ISO para 1000 ou mais são ambientes muito escuros, que talvez estejam até fora do que essa câmera consiga produzir.
Observe a degradação da imagem quando passamos do ISO 100 para 6400 em uma DSLR:
![]()
Em uma situação como essa, por exemplo, em que o modo automático esteja escolhendo um ISO muito alto, talvez você consiga uma boa foto simplesmente limitando esse parâmetro.
Entretanto, se depois de escolher o ISO, a sua imagem tornar-se demasiadamente escura, talvez você precise trabalhar com o tempo de abertura.
Caso não queira trabalhar com o tempo de abertura, você pode também trabalhar com a compensação de abertura que adicionará +/-0,1 eV (Exposure Value ou Valor de Exposição) ao tempo de abertura, podendo chegar até +/-2 eV. Quanto maior o eV adicionado, mais clara ficará a imagem e vice versa.
Se você estiver satisfeito com a quantidade de ruído da foto, pronto, trabalho concluído. Entretanto, caso a quantidade de artefatos tenha ficado muito alta, tente reduzir mais um pouco o ISO e aumentar um pouco mais o tempo de exposição.
Exceto nas condições citadas acima quando a luminosidade for muito reduzida, haverá poucas outras situações em que você precisará utilizar o modo manual do seu celular.
Talvez você possa usá-lo para alterar o balanço de branco para criar um efeito mais artístico em suas fotos ou tentar corrigir alguma distorção cromática.
A maior limitação dos celulares é o fato destes possuírem um tamanho de abertura fixo. Se você comprar um celular cuja câmera possua abertura f/2 ou f/1.8 ou até mesmo f/1.7, essa será a sua abertura para todo o sempre. Em boas câmeras point and shoot e DSLR esse valor é variável e com ele você pode criar situações incríveis. Já nos celulares, como temos aberturas fixas, podemos apenas "brincar" com ISO, Tempo de Exposição, Foco e Balanço de Branco. Com a parte mais interessante não dá para se divertir.
Mas então, como "bricar" como isso tudo, você deve perguntar, não é mesmo?
E a resposta é: "depende".
Você pode seguir um fluxo mais "orgânico" e configurar cada um desses parâmetros na sequência que eles aparecem, por exemplo, modificando-os segundo a sua importância:
-Primeiramente você configura o foco: "Macro" ou "Infinito"?
-Depois acerta a coloração que gostaria de dar para sua cena.
-Em terceiro lugar determina quanto gostaria de expor sua foto. (Entenda que qualquer valor acima de 1/10 segundo borrará a sua foto caso haja movimento).
-Em quarto lugar acerte a sensibilidade do sensor. (Depois disso pode ser necessário voltar e acertar novamente o tempo de exposição).
A compensação de exposição provavelmente ficará bloqueada quando você alterar o tempo de exposição.
Caso não queira lidar com o tempo de exposição, deixe-o no automático e altere apenas a compensação de exposição.
Outra forma de lidar com essas configurações é acertar a sensibilidade para um mínimo necessário e compensar com a abertura.
Vou dar dois exemplos do que eu disse:
![]()
![]()
Veja que na primeira situação o celular queria fixar o ISO em 1250, que é um valor alto demais para esse sensor. Sendo assim, manualmente, ele foi alterado para 500, que além de reduzir em muito o nível de ruídos, também deixou a foto muito mais próxima da realidade.
Nessa foto, apenas alterei o ISO e nada mais. Note que o tempo de exposição está em 1/4 de segundo que é muito alto para fotos com objetos em movimento. Para objetos em movimento moderado (uma bicicleta se deslocando, por exemplo) o tempo de exposição deveria estar entre 1/50 e 1/100, mas com essa péssima iluminação o ISO deveria estar acima de 3000 e, para celulares, isso é impossível.
Lembre-se que em situações de boa luminosidade, é possível que o modo automático consiga configurar tudo muito mais eficientemente que nós e talvez nada disso seja necessário.
Algo também interessante que temos nos telefones é a trava de foco automático e exposição. Imaginemos que você queira medir a luminosidade de uma região da sua foto, e "transferir" essa luminosidade para outra área e queira utilizar essa luminosidade sem que o foco seja recalculado. Para tal, você clica sobre a área que gostaria de medir a luminosidade. Isso medirá a luminosidade daquela região e focará na mesma. Depois, você precisa dar um clique longo naquela mesma região para travar aquele foco e a fotometria que você poderá transferir para outra área.
No S7 Edge a tela fica assim:
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Caso você dê esse clique longo sobre a tela no modo Manual, algo ainda mais interessante acontece: você poderá focar em uma região e utilizar a fotometria de uma outra. Dessa forma a trava de exposição e foco tornam-se independentes como na foto abaixo:
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Na situação acima a fotometria está sendo calculada baseada na latinha de chocolate, mas o foco está sendo dado na caixa do celular. Acredito que o Z Play deva ter algo assim também.
Bem, meu intuito foi elucidar algumas ideias que pudessem dar-lhe um ponto de partida na questão da fotografia. Espero que tenha ajudado um pouquinho.
É isso aí.
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Esse é o aplicativo FV-5?Porque se for, no meu A5 2016, não aparece todas essas opções, particularmente o tempo de exposição.Não consigo ajustar o tempo de exposição curto (tipo 1/60 s, 1/250 s)