Cara, quando eu voltava pra casa do trampo, sempre passava numa pracinha perto de casa que tem altos bares legais, agora nem passo mais pq sei q ela vai lá e tenho medo de ver algo...
Ridículo, eu sei, mas é foda.
Eu tive uma namorada cujo relacionamento duroutrês anos (cheguei até a noivar) e terminamos por diversos motivos. Depois de 1 1/2 anos, fiz a burrada de voltar, após receber uma ligação dela e sair algumas vezes, acabamos deixando a carência tomar conta e rolou.
Senti na pele o tal do "ex é ex, não volte". Não sei como não percebi que a menina estava um caco espiritualmente. Na verdade até percebi, com uma "formiguinha" martelando para eu não voltar, mas a teimosia e o "jeitinho dela" me fez seguir o contrário.
Fui muito juvenil e não segui meus instintos. Sinto com muita facilidade quando alguém não está bem, dependendo da proximidade, também fico muito mal (dizem que é "sensitivo", mas sei lá... nunca fui atrás para me aprofundar, embora eu tenha certeza das minhas reações em diversas situações, mesmo que eu não conheça a pessoa, mas enfim). Essa menina estava um caco espiritualmente. Antes, gostava muito de frequentar igrejas e tudo de espiritual que faz bem, mas depois do falecimento do pai dela, cortou quaisquer vínculos (isso a mãe dela me falando depois). Tenho certeza que ela não deixava o pai descansar em paz, arrumando culpados e porquês da partida dele (infarto, já sofria muitas complicações cardíacas).
Enfim, terminamos porque não ia dar certo mesmo, pois mudou totalmente o estilo de vida e eu não aguentava mais chegar perto dela, de asco mesmo, sabem? Muito muito ruim esse sentimento e nunca havia sentido ou tive novamente após este fato.
As situações que fizeram eu pular fora:
- Certo dia, ela tinha que pegar um livro da faculdade no serviço e ela tinha as chaves do escritório. Falei que iria com ele e talz. Dentro do ônibus, percebeu que esqueceu a chave. Deu um chilique HISTÓRICO, disparou contra tudo e contra todos, contra mim que a fiz esquecer, que a mãe não parava de falar no ouvido, sobre o motorista que demorou, sobre o bin laden... ahhh...
- Começou a beber muito. Chamava sempre pessoas quando eu estava com ela para a casa dela e bebidas e bebidas (eu não bebo...) e eu ficava um pouco pra escanteio.
- Uma arrogância que fui percebendo depois, que só sabia falar de coisas referente a advogado/direito e notícias afins (está/estava fazendo Direito). Nem a mãe dela aguentava mais!
- "não quero que você deixe de fazer as coisas por minha causa e vice-versa" - gota d'água foi um dia que eu estava super feliz por um acontecimento x, fui a casa dela e quando eu fui embora, ela disse que iria a um sarau com seus amigos, que é do lado da casa dela. Perguntem se me chamou pra ir e comemorar junto?
Todas as situações acima eu já tinha conversado bastante, mas percebi que ela me tratava mais como um pai do que um namorado. Devido o tal asco, juro pra vocês, terminei por SMS, deletei ela e quaisquer rastros da família dela das redes sociais, não queria mais contato de jeito nenhum, pra vocês verem o tamanho da encrenca que eu queria me livrar.
Quando fiz isso, tirei um peso das costas que as pessoas ao meu redor sentiram claramente que "meu humor tinha voltado". Depois disso, apenas 1x ela me mandou e-mail falando que tinha algumas coisas minhas na casa dela e que eu podia pegar quando quisesse. Respondi com um "por favor, submeter para doação" e outra vez que a mãe dela ligou apenas para dizer, em outras palavras, um "tamo junto", rs. Nunca mais tive notícias de ambas.
Todo esse prólogo para chegar ao tema do quote: esses dias, estava passando por um terminal de ônibus, agora não lembro fazendo o que (já que estou em férias e costumo dar umas voltas pela cidade pra fotografar, sem roteiro definido) e vi a sujeita na fila de um dos ônibus. Na hora já pensei "essa cidadã, se me visse, o que faria? Vou pagar pra ver..."

. Passei do lado mesmo, com o fodasse ligadasso, mas ela estava tão por dentro do celular e com os fones no ouvido que o megazord poderia passar ali e ela não perceberia (olha que tenho 1,91).
O que senti? Nada, absolutamente nada. O que eu faria se ela tivesse me visto? Também não sei.
Mas camaradas, logo vocês se resolvem consigo mesmo e vão torcer pra trombá-las e mandar um

pra elas!