A amiga que eu citei foi para lá como au pair. Pensa que ir como work and travel é diferente de ir como au pair que é diferente de ir para trabalhar em "subemprego" que é diferente de ir como pesquisador. Também considere que ela é mulher; realmente o pessoal adora as brasileiras.Ai eu já meio que descordo, uma menina que tive um relacionamento amoroso com ela a tempos atrás e que quando terminamos continuamos próximos e amigos foi para os EUA como au pair a final de 2015 fiquei de perto o processo inteiro dela e conversamos até hoje, e nenhum gringo desmerece ela por ser au pair e ninguém a trata como estrangeira, pelo contrário, ela fala que os gringos amam brasileiros e brasileiras, agora num pais capitalista onde se você não produz você é o proprietário, isso quando você não é o os dois, digamos que 90% é mão de obra, certo? Desculpa mas não consigo ver essa diferenciação, a não ser que em uma você vai estar fazendo provavelmente pesquisas para alguma faculdade fora do BR para que ela custeie sua viagem e estadia, isso não seria ser mão de obra?
E outra, poucas faculdades valem no Brasil e valem lá também, e no caso dela ela escolheu curso de humanas que só vale para o Brasil... Ela poderia fazer alguma outra por lá, se a faculdade é o problema(como se faculdade desse alguma garantia pra alguém hoje, pelo menos no BR).
Outra coisa, como au pair você vai para trabalhar de babá na casa de americanos. Você vai cuidar dos filhos deles, normalmente morar com eles, é sensato pensar que eles vão te acolher.
Essa minha amiga se deu bem lá, tirando a questão de não saber se vai receber o apoio da empresa para o green card. Ela teve as dificuldades dela, chegou a trocar de família mais de uma vez. As dificuldades dela e a vida que ela levava na cidade dela eram bem diferentes da minha; assim como algumas vantagens. Penso que ela estava em uma outra categoria de imigrante. Eu ganhava 2, 3 vezes mais que ela mas vivia uma vida de formiga trabalhadora. Ela reclamava que não tinha dinheiro, eu reclamava que não tinha tempo ou disposição. A roda de amigos dela eram as au pair, principalmente as brasileiras.
A economia lá é muito boa. Pós graduado eu não tenho poder de compra que eu tinha lá como limpador de mesa. Depois de um tempo você percebe que só dinheiro não sustenta. Você vai se apoiar na comunidade, aí entra o que eu falei no post anterior. Pensa no que você é aqui no br, você está disposto a deixar o que você é aqui para se tornar um limpador de mesas lá?
Não to falando isso para te contrariar ou ganhar no ponto de vista, é mais um desabafo. Na situação em que eu estava, a única opção que eu vejo para sair do ciclo em que eu estava era abrir um negócio por lá. Eu realmente admiro quem consegue se adaptar a realidade de lá.




