Bom, sou um cara que ficou chateado desde o anúncio de Quantum Break para PC. Eu tinha PC e joguei em PC a geração passada inteira e na época que comprei meu console estava indeciso entre fazer um upgrade no meu PC ou comprar um console. Acabei optando pelo console por alguns fatores, mas principalmente pelos exclusivos. Jogos como Gears 4, Quantum Break, reCore, Forza, Halo e Scalebound me interessavam muito. Comprei meu console em novembro de 2015 e até então esses jogos eram vendidos como exclusivos do XBOX ONE, não do Windows 10. Desde então, Forza, reCore e Quantum Break foram anunciados para PC. Por motivos óbvios eu fiquei muito chateado, se soubesse que esses jogos iriam sair pra PC pensaria duas vezes antes de comprar meu console. A Microsoft mentiu, foi errado e não existe contra-argumento para isso.
Ok, fiquei chateado, fiquei triste, mas agora já era. Não vou vender meu console porque não quero e não posso perder dinheiro, também tenho outros motivos mais fracos para não querer jogar no PC e também porque, admito, amo a experiência de jogar no Xbox One. Dito isso, li tudo referente a este evento do dia 25, acompanhei o Twitter do Phil Spencer e tentei ver o lado positivo nessa história toda.
Pesquisei bastante, conversei com muitas pessoas, amigos, desconhecidos, gringos... Cheguei a conclusão que o público de consoles é um e o público de PC para jogos é outro. Dá para notar características que diferenciam esses dois, coisa que não é necessário citar aqui, mas deu pra ver que mesmo em países mais desenvolvidos onde as pessoas ganham mais e podem ter múltiplos aparelhos o público de console é um e o de PC é outro. São poucos os que participam dos dois mundos, diria que uma porcentagem próxima de 10% e olhe lá. Pensando assim, para a maioria geral dos usuários é irrelevantes se os jogos saem para PC ou não. Também cheguei a conclusão de que exclusivos não são um ponto determinante para a maioria das pessoas na hora de escolher seu console. Basta olhar para ps jogos mais vendidos e jogados de cada console, jogos como Fifa, Battlefield, Call of Duty e GTA V sempre dominam, mesmo mais que clássicos como Halo.
Xbox One e PCs com Windows 10 possuem o mesmo SO e a mesma API para jogos, portanto, não é mais necessário criar um jogo para Xbox One e portar para PC, ou vice-versa. Isso economiza dinheiro e tempo dos desenvolvedores, algo atrativo para quem deseja produzir jogos para a plataforma Windows 10. Facilitando a criação de jogos para ambas as plataformas (ou melhor, para a plataforma Windows 10) e atingindo um público maior (público de console e PC) você consegue mais vendas e tudo isso sem aumentar o custo de produção para um ou outro. Não sei se isso vai dar certo como na teoria, mas parece realmente algo MUITO esperto.
Fora isso, Phil Spencer ainda disse que unindo PC e console podemos ter melhorias que antes não era possível. Ele falou de melhorias por software. V-Sync, talvez? Se sim, ótimo. Ele também falou da possibilidade de melhorar o hardware dos consoles em uma mesma geração. Primeiramente, gostaria de destacar um ponto onde ele diz que é chato ao final de uma geração termos de nos desfazer de nossos atuais consoles e comprar um novo. Por esse ponto, é possível interpretar que essas melhorias de hardware não se referem a um novo console, um Xbox novo, como alguns sugeriram. Minha opinião é de que ele estava se referindo a um upgrade do console, onde você poderia mandar para a Microsoft e eles te devolviam com as devidas mudanças. Se fosse algo como, no meio da geração você ter a possibilidade não obrigatória de atualizar o hardware do console, ótimo. Quem quisesse atualizar atualizava, quem não quisesse poderia continuar jogando sem problemas. E teria o upgrade de final de geração, esse sim obrigatório para rodar os jogos da próxima geração. Isso tudo é achismo, não dá pra saber qual a verdadeira ideia da Microsoft ou como vão executar, só tentei ver uma possível opção que creio ser positiva.
No geral é isso, facilidade pros desenvolvedores criarem jogos para PC e Xbox One e capacidade de atingir mais públicos deve resultar em menor custo de jogos e mais lucro, o que pode ser aplicado em mais IPs novas, em mais recursos e mais melhorias para nós. Para mim é necessário ainda tirar o pay to play online do Xbox e melhorar bastante a Windows Store, mas isso pode realmente dar certo.
Enfim, se você tem um Xbox One e não tem PC: não tem motivo para você fazer nada, tudo continua igual para você.
Se você tem um Xbox One, tem PC e prefere jogar no PC: tente vender seu console e abrace o PC.
Se você tem um Xbox One, não tem e não pretende jogar no PC, mas espera vender seu Xbox One para pegar um PS4: não tem razão lógica para fazer isso. Se você fizer isso, você não quer jogar, você só quer 'status'. Poder se gabar que tem jogos que só podem ser jogados na sua plataforma. Ou seja, é infantilidade.